EUA e Filipinas patrulham juntos no mar da China Meridional

Manila, Filipinas - Os Estados Unidos e as Filipinas realizaram patrulhas navais conjuntas no mar da China Meridional, zona estratégica para o comércio mundial onde Pequim mantém uma disputa fronteiriça com os países ribeirinhos, anunciou nesta quinta-feira (14/4) em Manila o secretário americano de Defesa, Ashton Carter.

O secretário também indicou que seu país posicionou temporariamente no arquipélago aliado 275 soldados, e meios aéreos, incluindo cinco aviões de ataque A-10. Estes meios, que incluem forças especiais, estão mobilizados "até o fim de abril" e espera-se que sejam substituídos posteriormente por outros, segundo um funcionário do Pentágono.

Pequim reivindica a quase totalidade da soberania sobre o mar da China Meridional, o que gerou disputas territoriais com Taiwan, Vietnã, Filipinas, Malásia e Brunei. Pequim realizou obras no arquipélago das Spratleys, e transformou arrecifes de coral em portos, pistas de pouso e diversas infraestruturas.

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Estes trabalhos foram denunciados pelos países vizinhos. Washington, preocupado pela "liberdade de navegação" na zona, também lançou muitas advertências a Pequim. Neste contexto de tensão com a China, os Estados Unidos, aliados de Manila, acabam de assinar um acordo com as Filipinas que permite o acesso a cinco bases militares locais.

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"A primeira patrulha (conjunta) ocorreu em março, e a segunda terminou no início de abril", indicou um comunicado do governo americano. As patrulhas seguintes de navios de ambos países serão realizadas "no futuro de forma regular". Durante sua visita, Carter planeja visitar uma das cinco bases abertas ao exército americano, a de Antonio Bautista, na ilha filipina de Palawan. Ela se encontra em frente às Spratleys.

Filipinas e Estados Unidos estão, por outro lado, concluindo o exercício militar conjunto chamado "Balikatan", no qual participam 4 mil e quatrocentos militares americanos, 3 mil filipinos e 80 australianos, segundo o Pentágono. Estas manobras foram marcadas nesta quinta-feira pelo disparo de lança-foguetes múltiplos móveis americanos HIMARS.

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